Fontes Livres

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Edição feita às 11h19min de 6 de outubro de 2017 por Banto Palmarino (Discussão | contribs)

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Dicas de fontes livres para uso artístico e do dia-a-dia, como edição de vídeo, criação de um cartaz ou mesmo edição de texto.


Na Tipografia, a escolha de um tipo de letra que dialoga com aquele texto, legenda de vídeo, ou um cartaz, é algo muito importante: com ela você transmitir seriedade da informação ou aguçar a ludicidade, por exemplo. Existem fontes que são apropriadas para um texto longo (serifas ou não-serifadas), outras dialogam melhor com certo tipo de foto ou ilustração de uma uma cor... etc, possibilidades mil.


No universo de usuários Windows as fontes bem usadas e conhecidas são as Corbel, Calibri, Webdings, Candara, isso para as novas versões do Windows, pois tem aquelas amplamente divulgadas como Arial, Times New Roman, Verdana, muito indicada em trabalhos acadêmicos ou do trabalho. Essas fontes acompanham o sistema operacional Windows e são utilizadas por padrão em seus aplicativos como pacote de escritório Microsoft Office.

Mas você sabia que essas fontes não são livres? Ressalta-se que falar de fontes não diz respeito estritamente a gratuidade, mas permitir o uso, à pesquisa, a criar fontes derivadas a partir dessa fonte. Por exemplo: A UnB (Universidade de Brasília) indica aos seus usuários a utilização da fonte UnB Office e UnB Pro, ambas criadas a partir da fonte Liberation Sans (que é uma fonte livre e entre vários direitos de livre uso permite a criação de fontes derivadas).

O que significa que eles não só podem utilizá-las como têm o direito de modificá-las e compartilhá-las com os outros a versão alterada, ou nova versão, garantindo assim que a fonte seja sempre livre. Caso análogo ocorre com a fonte Ariadne criada em ambiente universitário e com licença livre. Se alguém quiser usar ela pode, se seguir alterar ela ou comercializar, também pode. Um exemplo de alteração da fonte seria criar novos caracteres com acentos, por exemplo, que na versão atual não tem.


A família de fonte Liberation substitui a Sans (Arial, Albany, Helvetica, Nimbus Sans L e Bitstream Vera Sans), Serif (Times New Roman, Thorndale, Nimbus Roman e Bitstream Vera Serif) e Mono (Courier New, Cumberland, Courier, Nimbus Mono L e Bitstream Vera Sans Mono). Ela foi criada sob encomenda da Red Hat, uma empresa de grande destaque dentro mundo do software livre, e está presente em boa parte das distribuições Linux.


Assim como a Red Hat há vários projetos de software livre acabam criando suas próprias fontes, como por exemplo a Canonical, empresa criadora e desenvolvedora da distribuição Ubuntu desenvolveu a fonte Ubuntu. Para tal, fora contratado o designer Dalton Maag e como contratante, sendo dona do seu produto, liberou os direitos autorais da obra com uma licença libre para fontes, no caso a Ubuntu Font Licence. A Google também financiou um projeto, o Open Sans.


A licença da fonte é um item importante nesse processo, pois é ela que vai notificar ao usuário quais os seus direitos ao fazer o uso da fonte. A Ubuntu Font Licence foi criada a partir de outra licença, Open Font License, elaborada pela SIL Internacional. A Open Font License considerada livre pela FSF (Free Software Fundation) e é vastamente utilizada, mas não é a única. Muitas fontes são liberadas como a licença Apache, MIT ou mesmo Creative Commons Atribuição. Alguns projetos de fontes acabam usando mais de uma licença, seja para o financiamento do projeto como um todo, liberando uma versão com mais opções e sendo paga com licença restringindo determinadas formas de uso e com licença livre.


Alguns profissionais da área de tipografia e designer fizeram um esforço de documentar em suas distribuições preferidas fontes e licenças livres que caminham nesse sentido. Alguns deles Máirín Duffy - da distribuição Fedora, com ánalise de licenças pra fontes e uma lista de fontes e o processo interessante de escolha padrão do Fedora e escolha da fonte Comfortaa.

Há repositórios como do kde, Open Font Library, Font Squirrel, font fabric, 1001 fonts, e o maior repositório mesmo é o Google Fonts, projeto [1], Archlinux. O site Beautiful Web Type e Free Fonts apresentam de forma bem bacana algumas fontes.


Para aqueles que precisam de ícones para ilustrar um website ou um cartaz, por exemplo tem as fontes openlogos, Ico Moon, Font Awesome, Glyphicons, Pictonic Icons, Raphaël Icons, Theme Icons, Typicon Icons, Adinkras (não sabe o que é adinkra?). É importante sempre notar quando a fonte tem versão livre e não-livre, como citado no inicio do artigo, ou mesmo sobre o uso de logotipos de empresas ou marcas.


Das fontes livres mais usadas em projetos opensource/software livre ou conhecido pela comunidade são projetos como Bitstream Vera, DejaVu fonts, Droid Sans, FreeSans, delubrum (disponibilizam uma lista de fontes livres também), Oxygen Fonts, Libertine. Outro exemplo de fonte adotada por um projeto software livre é a fonte Cantarell, criada por Dave Crossland a partir da fonte Bitstream Vera ela é fonte padrão do GNOME 3. Outra curiosidade é que Dave Crossland foi um dos responsáveis pela curadoria de fontes livres do repositório do Google Fonts e vale apena da uma lida do artigo dele Then, now, and the future of open source fonts.

Do que diz respeito a fonte, é necessário se atentar com a questão da acentuação, devido a quantidade de idiomas e alfabetos existentes no mundo... como uma fonte poderia dar suporte a todos os caracteres? Há uma infinidade de acentos como esses ẹ ou ẹ̀ mais caracteres yoruba aqui ou aqui. Um projeto de fontes bacana com a ideia de dar o máximo possível de suporte a caracteres/idiomas é o Noto Fonts


Para aqueles que querem criar sua fonte ou alterar alguma existente as dicas de aplicações para esse trabalho são o Inkscape, FontForge, Birdfont ou Glyphr Studio. E para finalizar o artigo, o formato de arquivo mais utilizado em fontes livres são OTF, projeto iniciado pela Microsoft e depois contou com apoio da Adobe, mas há também fontes no formato .TTF e .TTC

== Créditos